quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Um dia eu acordei e me deparei com o silencio, a casa estava vazia,meus óculos estavam longe e minhas bengalas não estavam ali.Tive medo de me levantar , e permaneci deitada em minha cama por um bom tempo,ou tempo suficiente para perceber as mudanças de minhas fotos na parede,mil pensamentos na minha cabeça,centenas de palavras ditas e não ditas,na minha mente passavam cenas que não aconteceram e quando me vi estava falando sozinha.Eu sabia que tinha força pra me levantar,mas tinha medo. Medo,aquele que me fez perder muitas coisas.Ele me prendia.Nenhuma voz podia me socorrer, eu não tinha por quem gritar.

Algo me dizia vá em frente,você é capaz. A solidão já não me causava medo,e aos poucos me acostumei com minha voz desafinada.Eu consegui da o primeiro passo,era uma criança ninguém podia viver a minha felicidade,fiquei de pé e corri pro meu espelho,ninguém era capaz de me sentir, nem as músicas conseguiam traduzir o que sentia.

Já não preciso de bengalas,mas delas sinto falta,percebi que não precisava de óculos para enxergar o mundo,minha visão era perfeita!Não há palavras,ninguém pode fazer a felicidade de ninguém,nós vivenciamos a felicidade,ela é tecida assim como o nosso futuro.Não me espanto com a força que tive de caminhar com minhas próprias pernas.Hoje eu posso dizer ninguém me sente.

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